quinta-feira, 3 de maio de 2018

Resumo dos últimos dias

Sinto que tenho falado muito pouco por aqui de tudo o que se tem passado. Acho que a mudança me deixou mesmo muito cansada e como, entretanto, ainda não parei, também não consegui recuperar. 

Neste fim-de-semana vamos a Portugal, vai ser uma visitinha mega-rápida, mas espero que dê para recuperar um pouco a energia. E para apanhar algum sol, porque aqui continua inverno! Tivemos 30 segundos de calor há uns dias atrás e pronto, acabou, é Dezembro outra vez. Daqui a nada é verão e continuamos sem ter tido primavera!

Por falar em verão, já estamos em contagem decrescente para as nossas férias de Junho... estou muito animada, depois partilho tudo aqui convosco!

E vocês, que têm andado a fazer? Alguma coisa interessante? Já agora, e se estiverem a precisar de sugestões sobre como passar o tempo, aproveito para vos deixar esta entrevista que dei no blog Uma no Cravo, se quiserem ir espreitar.


terça-feira, 1 de maio de 2018

Emigrar | O custo de vida (UK vs Portugal)

Uma das coisas que mais ouço sobre ter emigrado é "ganhas mais, mas a vida é mais cara" e respondo sempre que isso é discutível. Porque é. Primeiro, porque desiludam-se duma vez e aceitem que a vida em Portugal é bem cara. Segundo, porque as diferenças de salários mais do que compensam a diferença do custo de vida.

Há algumas coisas que são indiscutivelmente mais caras, como a habitação, comer fora, ou os transportes públicos (e aqui no UK não prestam, só em Londres é que são melhores. Em Troyes, onde vivia em França, era raro usar transportes, mas tenho ideia que também eram melhores que os de cá).

Mas, se há coisas pelas quais vamos pagar mais ao emigrar, há outras que vão ficar bem mais em conta. Por exemplo, há pouco mais de um mês comprámos carro aqui em Inglaterra. Por curiosidade, fomos procurar quanto teria custado o mesmo carro, do mesmo ano, com o mesmo número de km em Portugal e o mais barato que encontrámos era só quase três vezes mais caro do que o nosso foi aqui.

De uma maneira geral, produtos de higiene são mais baratos fora de Portugal. Electricidade e água é ela por ela (lembro-me de pagar fortunas pela luz e água quando tinha casa alugada em Portugal) e depois havia aquela questão que ainda me deixava em dúvida: onde é que uma ida ao supermercado fica mais cara, em Portugal ou em Inglaterra? Quando estava em França, nunca tive dúvidas de que lá era bem mais caro (estou a falar de produtos frescos, como legumes, fruta, peixe e carne, porque as "porcarias" eram ao preço da chuva), mas obviamente havia a já mencionada questão dos salários. Aqui no UK, tudo me parecia mais acessível, mas como a moeda é diferente, ainda pensei que estivesse a fazer mal as contas.

Assim sendo, um destes dias decidi sentar-me à frente do computador, fui ao site do Continente e ao site do Tesco e enchi um carrinho de compras em cada um, com as mesmas quantidades das mesmas coisas, escolhi, sempre que possível, as mesmas marcas e, quando não foi possível, escolhi a marca própria de cada hipermercado. Eu sei que o Continente não é o hipermercado mais barato em Portugal, mas o Tesco também não é o mais barato que temos aqui e, na minha opinião, estão os dois ao mesmo nível em cada país, daí ter decidido comparar estes dois. Chegada ao fim das minhas compras, fui converter o preço final de libras para euros e, surpresa, era menos do que ia pagar em Portugal. 

Confesso que fiquei genuinamente chocada, estava à espera de que o total em Inglaterra fosse, pelo menos, ligeiramente superior, mas não, foi o contrário. E estamos a falar dum país onde o salário mínimo nacional (bruto) são mais de 1200£ (mais de 1300€) para maiores de 25 anos (o salário mínimo aqui varia conforme a idade), enquanto que em Portugal não chega nem aos 600€.

Acho que até fiquei um pouco triste, porque estas coisas fazem-me perder a esperança de que algum dia Portugal, um país com tanto para dar, venha a sair da cepa torta. Mas, enfim, serve para mostrar que o argumento que usam de "ganham mais, mas pagam mais" não é forçosamente verdade.

domingo, 29 de abril de 2018

Sofia na Cozinha | Pink Smoothie (sem lactose, sem adição de açúcar, vegano)

Se, no inverno, a coisa que mais me sabe bem é um café com leite (vegetal - eu fui daquelas pessoas que demorou a trocar o leite pela bebida vegetal, mas depois de o ter feito de forma definitiva, notei uma grande diferença) ou um chá bem quente para o pequeno-almoço, com a chegada da primavera (a primavera chegou, mas bom tempo nem vê-lo) sinto-me muito mais receptiva a outras ementas. Ultimamente, ando fã de smoothies. São super rápidos e fáceis de preparar, comprei uma daquelas maquinetas específicas para isso e que veio com 2 copinhos, 1 de 300 mL e outro de 600 mL e é super prático porque o copo onde se faz o smoothie é o copo por onde, depois, se bebe. E não, não custou nenhuma fortuna, comprei a minha no Lidl por 18£ (qualquer coisa tipo 20€).

Ontem de manhã fiz um smoothie para aproveitar um resto de morangos e framboesas que tinha aqui em casa, que já se sabe que são frutas que não duram muito tempo, e gostei imenso do resultado, pelo que decidi vir partilhar aqui.

Como qualquer das receitas que gosto de fazer, esta é bem simples. Só vão precisar de:

  • 1 punhado de framboesas
  • 1 punhado de morangos preparados e cortados
  • bebida vegetal de amêndoa (sem adição de açúcar! Tenham muita atenção ao comprar bebidas vegetais, muitas têm açúcar ou óleo de girassol)
  • proteína vegetal (opcional, usei 2 colheres de sopa da proteína de cânhamo da Iswari)
  • xilitol (opcional, não usei)


É só colocarem as vossas framboesas e morangos no copo da liquidificadora, adicionar a proteína vegetal (se usarem) e a bebida de amêndoa (eu faço a olho, pus o suficiente para cobrir quase a totalidade dos ingredientes sólidos, mas tudo depende da consistência que querem) e pronto, é só deixar a maquineta fazer o trabalho dela. Gosto sempre de provar no fim, para ver se é necessário adoçar (com xilitol ou stevia - ando fã do xilitol, acho que dá um sabor mais parecido com o que se consegue usando açúcar).


E cá está o resultado final, que fez as delícias da minha manhã de sábado. Se fosse trabalhar ou treinar, tinha de ter feito o dobro da quantidade, que eu sou uma pessoa de sustento. Mas para uma manhã no sofá foi mais do que suficiente.


Bom domingo!


quarta-feira, 25 de abril de 2018

Pedaços de fim-de-semana | Especial Casa Nova

Este fim-de-semana que passou foi o nosso primeiro fim-de-semana na casa nova. Conseguimos desempacotar e arrumar tudo durante a semana, pelo que já conseguimos desfrutar um pouco do nosso novo lar-doce-lar.

Tivemos muita sorte com o tempo, era suposto chover o fim-de-semana todo, mas só choveu (e bem!) no sábado à noite. No sábado de manhã, a primeira coisa que fiz foi ir ao jardim avaliar os danos - com a mudança, não nos lembrámos de regar as plantas. Como seria de esperar, somos já culpados pela morte de meia dúzia delas, mas ainda há bastantes sobreviventes. Até ver. Pelo menos, temos ido regá-las. Isso e... voltou a chover.




Adoro estes vasos em forma de chávena

Ainda durante a manhã, fomos dar uma volta pelo centro da cidade. Apesar de estarmos num meio pequeno, não falta aqui animação e sítios giros por onde passear. Mais importante ainda: não faltam sítios giros onde ir comer.


Pão de banana e chocolate e Iced Latte

Depois do pequeno-almoço reforçado, tivemos de voltar ao apartamento, porque foi o dia de nos despedirmos definitivamente e de devolvermos a chave. Os fãs de Friends vão perceber isto: It's the end of an era! 

Sábado foi, também, o dia em que descobri a Home Sense, uma loja que vende tudo para casa, desde móveis a utensílios de cozinha. Fui lá porque queria um bengaleiro, voltei para casa sem bengaleiro (só tinham um modelo, que além de feio era caro), mas com um monte de tralhas novas. Não fiquei super fã, mas tem algumas coisas engraçadas.

Comprei uma almofada com pompons para o meu cadeirão e sou uma criança feliz.

Domingo foi um dia mais bem caseirinho, que aqui os idosos estavam cansados. Mudar de casa não é nada fácil, meus caros! De manhã fomos espreitar o Farmers Market, que há aqui na terrinha uma vez por mês e achei engraçado, trouxe umas coisitas para casa (incluindo um frasco de mel que é o mel mais saboroso que comi nos últimos tempos), mas esqueci-me de tirar fotos, lamento. Mas tirei umas fotos ao centro da cidade quando fomos dar uma voltinha, portanto, contentem-se com isso.
Não faltam flores nesta terra. Gosto disso.

Para quem quiser experimentar Speed Dating, fica aqui a dica!

Como é bom viver no campo <3 nbsp="" td="">

Árvores por todo o lado, ou não fosse isto Inglaterra.

O resto do domingo foi passado em casa, ainda fiz uma bela sesta de tarde, que estava mesmo a precisar e depois do jantar consegui, finalmente, ver o "The Greatest Showman".


Aos poucos, estamos a conseguir voltar à nossa rotina, pelo que o blog também vai começar a entrar de novo no ritmo normal Até lá, tenham paciência comigo (e mantenham-se por aí)! E sigam o Instagram, que é sempre bem animado!

terça-feira, 17 de abril de 2018

1º Post na Casa Nova

E é só mesmo isto que tenho para vos dizer: estamos na casa nova. Só hoje é que activaram a Internet, pelo que não podia deixar de passar aqui para vos dar um "oi" e dizer que estamos bem, mas exaustos e com muita coisa ainda por fazer, pelo que isto vai continuar um pouco em standby, mas eu volto. Prometo que volto.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

7 Dicas Para Poupar Mais

Se há coisa que me preocupa e sempre preocupou é conseguir chegar ao fim do mês com algum dinheiro de sobra. Quando trabalhava em Portugal, nem sempre conseguia essa proeza, o que era motivo para me deixar num estado de nervos que só visto, mas enfim, águas passadas. Dá-me alguma segurança saber que tenho ali uma "almofada" para qualquer eventualidade e gosto de saber que estou a poupar para conseguir fazer algumas das coisas que quero no futuro. Quando o meu bisavô era vivo, costumava brincar comigo e chamar-me Salazar, porque dizia que eu contava os tostões todos. E a verdade é que claro que gosto de viver bem, comprar as coisas que gosto, poder viajar, etc., mas poupar dinheiro sempre foi uma prioridade.

Hoje deixo-vos algumas dicas que me ajudam a conseguir manter uma vida financeira equilibrada, espero que as achem úteis!


  1. Estabelecer objectivos: façam uma lista (em papel, porque dá sempre outra motivação ver as coisas por escrito) daquilo que gostavam de atingir a curto, médio e longo prazo. Por exemplo, a curto prazo podem querer poupar para comprar um carro e a longo prazo para uma casa com piscina ou para se poderem reformar mais cedo. Ajuda muito definir prioridades, porque da próxima vez que resistirem a comprar alguma coisa por impulso, em vez de pensarem "bolas, não comprei aquela carteira" vão pensar "não comprei a carteira, mas o dinheiro vai ajudar-me a comprar o carro/viagem/o-que-for". Se tiverem objectivos bem definidos, fica muito mais fácil de manter o foco.
  2. Criar um orçamento: é importante terem noção de quais são as vossas despesas (mais uma vez, ajuda escrever) e criarem o vosso orçamento que, idealmente, deve ser menos do que aquilo que ganham (não compreendo, nem hei-de compreender nunca, pessoas que vivem acima das suas possibilidades). Tentem calcular qual é a percentagem do vosso salário que precisam de gastar todos os meses (calculem sempre com um extra para imprevistos) e vejam quanto é que vão poder poupar, se são 10, 20 ou 30% do que ganham, e ponham esse dinheiro automaticamente de lado assim que receberem.
  3. Criar uma poupança: em Portugal é facílimo criar uma conta poupança, não rendem é praticamente nada, mas enfim, continuam a ser uma boa maneira de poupar dinheiro, quanto mais não seja por aquele dinheiro não aparecer no saldo da vossa conta à ordem - fica mais fácil fazer de conta que não existe e não cair na tentação de o gastar.
  4. Olhar para o extracto bancário: pode parecer um aborrecimento e quase ninguém se dá ao trabalho de o fazer, mas é uma excelente maneira de terem uma noção de quanto andam a gastar e em quê.
  5. Deixar os cartões em casa: é muito mais fácil perder a noção de quanto se gastou com o cartão do que pagando em dinheiro. Se vão ao cinema e não querem gastar mais de 15 ou 20€, levantem esse dinheiro e deixem o cartão em casa. Assim, mesmo que passem por uma montra com uns sapatos maravilhosos, não vão ter outra hipótese além de resistir.
  6. Evitar o centro comercial: quantos de nós não vamos "só dar uma volta" ao centro comercial? É quase pedir para cair em tentação. Já para não falar que não é nada saudável, malta, não faltam jardins, parques, marginais, enfim, Portugal é um sem fim de sítios bonitos para passear de graça.
  7. Estabelecer meses sem compras: tentem estabelecer 2 ou 3 meses no ano durante os quais só vão gastar dinheiro em coisas essenciais, ou seja, nada de maquilhagem, roupa, enfim, estão a perceber a ideia. O mais provável é acabarem a gostar tanto do resultado que queiram repetir mais vezes. E, vamos ser sinceros, quem é que, nos dias que correm, não tem tralha a mais?

Pronto, hoje vamos ficar por aqui, que a pessoa está a ficar idosa e cansa-se cedo. Espero que tenham gostado e se tiverem mais dicas, já sabem, deixem nos comentários.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Clube do Livro #1

2017 foi uma vergonha literária na minha vida, acho que nunca tinha lido tão pouco durante um ano inteiro. Uma vergonha, é o que vos digo. Assim sendo, uma das minhas resoluções para este ano é tentar ler um livro por mês. Eu sei que há quem consiga aviar um livro por semana - também eu já fui assim - mas vamos com calma. Pois bem, de janeiro até agora já consegui despachar 5 e estou a ler o sexto e estou muito orgulhosa. 

Deixo-vos aqui as minhas leituras deste ano:


  1. Gut Reactions - How Healthy Insides Can Improve Your Weight, Mood and Well-Being, Justin & Erica Sonnenburg: este não é propriamente um livro que se leia para passar o tempo, mas é um tema que me interessa bastante e que cada vez é mais debatido (e ainda bem porque é algo que sempre me afectou bastante e tenho aprendido imenso ultimamente). Dentro do assunto, foi dos que mais gostei até hoje. 
  2. Bilac Vê Estrelas, de Ruy Castro: acho que, até hoje, os únicos livros que li de autores brasileiros foram "O Meu Pé de Laranja-Lima" e o "Veronika Decide Morrer", sendo que adorei o primeiro e detestei o segundo. Tenho uma embirração com o Paulo Coelho e a coisa não vai lá nem com molho de tomate. Já sobre este livro do Ruy Castro, tenho a dizer que adorei. A história passa-se no Rio de Janeiro, em 1903, e envolve Olavo Bilac, um grande poeta da época, amigo de José do Patrocínio, que decide construir um dirigível e fazer história. Mas a invenção desperta o interesse de dois socialites franceses, que enviam uma espia portuguesa para roubar o projecto. No geral, é um livro que se lê bem e não tem momentos mortos, o que é bom. Aconselho. 
  3. Contos de Cães e Maus Lobos, de Valter Hugo Mãe: Desde que li "O Filho de Mil Homens" que sou fã do Valter Hugo Mãe. Li este livro de contos numa manhã - lê-se que é uma maravilha. Os contos são pequenos, por isso salta-se rapidamente de uns para os outros. Não adorei todos mas, no geral, gostei bastante do livro. Também adorei as ilustrações que acompanham os contos.
  4. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen: Sobre este só tenho a dizer "Onde raio andou a Jane Austen toda a minha vida?". Acho que já toda a gente conhece a história, até eu já tinha visto o filme sem ter lido o livro, e mal eu sabia o que andava a perder. É engraçado ver como as histórias de amor eram tão diferentes há uns anos atrás e mal posso esperar pelo próximo livro da Jane Austen.
  5. Levantado do Chão, José Saramago: Gosto da escrita do Saramago. Acho que tem jeito para contas histórias e que uma pessoa nunca se aborrece a ler o que ele escreve. Este livro não foi excepção: conta a história de João Mau-Tempo e da sua família, trabalhadores agrícolas no Alentejo desde a implementação da república e durante todo o tempo da ditadura. Adorei tudo, excepto a sensação de que durante todo o livro o autor nos está a tentar recrutar para comunistas, mas pronto, é Saramago e uma pessoa já sabe ao que vai. Fora isso, a escrita é excelente e gostei imenso do livro.


E vocês, o que têm andado a ler? Deixem sugestões nos comentários, que são sempre bem-vindas.