terça-feira, 19 de setembro de 2017

Comer bem é meio caminho andado

A alimentação é fundamental para o nosso bem-estar e para nossa saúde geral. Até aqui, nada de novo. Mas, especialmente no que diz respeito à manutenção do peso/volume corporal, é só meio caminho andado. O outro meio é a actividade física. 
Não adianta lutar contra isto, gente. Não há volta a dar. 

Podem fazer todas as dietas do mundo, podem restringir-se diariamente, viver em sacrifício constante, que se não mexerem o rabo, ele vai continuar flácido. Até pode ser magro, de aparência, mas vai ser flácido. E com celulite. E com todas essas coisas maravilhosas que a gente já conhece (bem demais, até). Claro que há pessoas que têm um metabolismo e um ADN para lá de maravilhosos e que se podem descuidar à vontade, mas essas pessoas são a excepção, não a regra.

Posso falar-vos da minha experiência pessoal. Eu só consegui realmente estabilizar o meu peso e o meu corpo quando meti na cabeça, duma vez por todas, que tinha de me mexer. Que tinha de ser activa e praticar exercício regularmente. Até ter metido isso na cabeça, foi um sem fim de dietas, que acabaram comigo a ser magra, sim, mas falsa magra. Não tinha massa muscular, estava com um peso considerado normal, mas não estava saudável. Não só não estava saudável como o mínimo deslize se notava logo na balança.

Fazer exercício só tem vantagens. Por exemplo, sabiam que mais massa muscular implica um metabolismo mais rápido? E o que é que vem com um metabolismo mais rápido? Vem um maior gasto calórico, porque o vosso corpo vai precisar de muito mais energia para a manutenção da massa muscular do que para a manutenção da massa gorda. O que significa que acabaram-se as dietas de restrição calórica (numa fase de manutenção; obviamente que se estão a emagrecer, então têm de ter alguma restrição). Claro que convém sempre ter uma alimentação inteligente, fazer boas escolhas, mas aquela semana que passaram de férias, a comer e dormir, já não se vai reflectir na balança nem no botão das calças. Não acredito na máxima de "estive a treinar, por isso, agora posso comer este mundo e o outro" mas, sem dúvida, que treinar regularmente nos permite facilitar muito mais na alimentação, sem pesos na consciência (nem no lombo). 

E, depois, há as outras vantagens que já toda a gente conhece: o desporto deixa-nos mais bem dispostos, melhora o sistema imunitário, melhora a circulação, ajuda a combater a celulite e a flacidez. E há muitas soluções para quem não tem tempo/dinheiro para investir em ginásios. Não faltam opções por essa internet fora, com vídeos de treinos que podem ir desde os 15 até aos 90 minutos. Podem ir correr ou andar a pé, que é de graça, assim como subir e descer escadas.

Eu ainda tenho um longo caminho a percorrer, mas orgulho-me do que já percorri até aqui. Já há muitos anos que não tenho peso a perder, mas continuo a ter músculos para tonificar, porque não há milagres, nem resultados do dia para a noite. Mas tenho tido resultados e isso dá-me força para continuar. 

domingo, 17 de setembro de 2017

Eu, pessoa não romântica me confesso

O meu não-romantismo é coisa que apoquenta muitas boas almas que por aí andam. Não sei é porquê. Eu tenho sentimentos, malta, juro que tenho. Só tenho uma maneira diferente de os demonstrar (que pode passar por, inclusivamente, não os mostrar, mas eles estão aqui, eu juro!).

Posto isto, e depois desta introdução magnífica, hoje venho falar-vos do tema mais romântico que pode haver: casamento. 

Como sabem, nós vamos casar. E então, foi mais-ou-menos isto que se passou: já há muito tempo que falávamos em casamento. É daqueles temas que convém discutir quando se está numa relação que se pretende que seja a longo prazo. Só porque convém saber o que é que a pessoa que está convosco pensa sobre o assunto, para não haverem "surpresas". Nós sempre estivemos de acordo que dar o passo de "assinar o papel" era algo que faria sentido para os dois e, portanto, que iria acontecer, eventualmente. Ora, agora que estamos a viver juntos e que parece que até conseguimos coexistir debaixo do mesmo tecto de maneira harmoniosa, pareceu-nos que podíamos, então, avançar para isso.

"Então e o pedido de casamento?"

Malta, se estão à espera de cenas em público, ou anéis enfiados em sobremesas gourmet (ele que me estragasse um petit-gâteau, que ia ver com quantos paus se fazem uma canoa), de pétalas de rosa e cavalos brancos, duma futura-noiva que finge um ar de pura surpresa quando, na realidade, passou os últimos 6 meses a ameaçar o namorado de morte, se não a pedisse em casamento, então parem de ler. Nós não somos assim. Nada contra quem é, também aprecio um belo dum conto de fadas de vez em quando, mas isso não se encaixa na minha vida. Nem na dele, graças aos santos. Então, o que se passou foi, simplesmente, o meu namorado dizer-me: "Quando formos a Portugal, nas férias, vamos escolher o teu anel de noivado". E, pronto, lá fomos nós. E estava feito. 

"Então e agora o casamento? Quando é? E a festa?"

Pronto, aqui é que as pessoas tendem a ter mais alguma dificuldade em aceitar a nossa vontade. Nós vamos assinar o papel (ainda não há data) e ponto final. Porquê? Por várias razões. Também eu, em criança, vi demasiados filmes da Disney para o meu próprio bem (não sou contra a Disney, calma, aliás, adoro a Disney) e também eu pensava que ia querer, um dia, desfilar numa igreja de vestido branco até aos pés. Depois, cresci. Aprendi que um casamento custa uma pipa de massa, que há malta que até faz empréstimos para os pagar (say whaaat?), aprendi que é só um dia, é só uma festa. Aprendi que 7 em cada 10 casamentos dá divórcio (e que há quem se separe sem ter acabado de pagar o empréstimo da festa - conseguem imaginar o melão com que a pessoa deve ficar?). Claro que ninguém deve casar a achar que se vai separar, nem eu o vou fazer. Mas é uma possibilidade, ainda que muito remota, e tem de se ser muito ingénuo para se achar que não. Ou então sou só eu, que cresci no meio de tantos divórcios e relações familiares complicadas, que fiquei estragada para a vida. Portanto, posto tudo isto, comecei a pensar "será que quero mesmo gastar tanto dinheiro, o dinheiro que ganhei às custas de ter deixado o meu país, num dia de festa? Não, acho que não quero". O meu namorado, claro, ficou feliz da vida, que festa de casamento era coisa que ele não queria, nem por nada. E, depois, claro, há a questão de que para enfiar toda a minha família no mesmo espaço físico, sem que isso acabe em homicídio ou qualquer outro crime de ofensa à integridade física, é necessário todo um planeamento estratégico digno duma invasão militar à Coreia do Norte. E, assim, decidimos que vamos pegar nos milhares e milhares de euros que íamos derreter na festa de casamento para fazermos uma viagem de lua-de-mel de sonho. Assim como me pude dar ao luxo de escolher um anel de noivado que realmente me enchesse as medidas.

Conclusão: eu não era obrigada a vir aqui dar explicações. Assim, como não sou obrigada a dar explicações a ninguém. Mas estou cansada dos revirar de olhos, dos silêncios incómodos, do "tu é que sabes, mas se fosse eu...". Mas não são vocês, pessoas. Sou eu. Eu decidi assim. Eu não sinto que esteja a perder nada de essencial à minha felicidade. Aliás, eu sou tão feliz quanto uma pessoa pode ser, obrigada pela preocupação. Eu não gosto menos do meu namorado, nem tenho menos vontade de passar o resto da vida com ele, só porque não quero uma festa de casamento. E sim, descansem, eu tenho coração e tenho sentimentos. Muitos sentimentos. Mas também tenho a minha maneira de ser. Nunca tentei demover ninguém de ter uma festa de casamento, dá para parar de me tentarem convencer a ter uma? Eu prometo que nenhum de nós está a sentir como se lhe faltasse alguma coisa. E, se algum dia isso acontecer, fazemos uma grande festa e vão estar todos convidados.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Eu também tenho um conselho para os estudantes

Setembro é o mês do regresso às aulas. E o que é que não falta por aí em Setembro? Textos e mais textos com dicas para os estudantes, com sugestões de material escolar, ideias de looks de regresso às aulas, as 20 melhores maneiras de tirar apontamentos, enfim, tudo muito bonito e inspirador.

Como acho que já foi dito tudo o que poderia haver para ser dito sobre este tema, vou deixar-vos com o único conselho que realmente gostava que me tivessem dado, quando era estudante: preocupem-se menos. 

Sim, isso mesmo. Claro que tem que haver sempre um mínimo essencial de preocupação, não é verdade, ninguém quer ser o marmanjo que está há 10 anos a repetir a mesma cadeira. Mas não se preocupem em demasia. Tudo o que vos pode parecer o fim do mundo neste momento, ou uma questão de vida ou de morte, muito provavelmente (com 98% de certezas) não o é. E aproveitem ao máximo porque, por muito que já tenham ouvido isto, estes são mesmo os melhores anos da vossa vida.

Não revirem os olhos, nem digam coisas como "mas tenho tantos trabalhos para entregar", "os exames estão a chegar e tenho toneladas de páginas para estudar" ou, a minha preferida, "deve ser tão fixe ser adulto, independente e mandar na própria vida". Este foi o meu discurso durante muitos anos (todos aqueles em que estudei). Sim, é muito bom mandar na própria vida, decidir tudo o que se passa dentro da nossa casa, desde o que vestimos àquilo que está dentro do frigorífico, mas com a independência vem também uma panóplia de coisas que não têm piada nenhuma: contas para pagar (no dia certo), uma casa para gerir, um trabalho ao qual não podem faltar porque na noite anterior beberam uns copos a mais e estão com uma ressaca fenomenal. Ser adulto e independente traz muitas dores de cabeça. Não, nem tudo é mau. Obviamente. Mas façam-me o favor de serem estudantes felizes, sim? Não sei se já ouviram dizer, mas o mundo laboral está uma m**** e não vão faltar oportunidades para se sentirem miseráveis. 

Posto isto, além de vos aconselhar seriamente a divertirem-se o mais que possam, peço-vos que sejam bons estudantes e, sobretudo, boas pessoas, porque boas pessoas nunca são demais.

Bom ano lectivo a todos (=

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Sofia na Cozinha | Scones de Cenoura

No último fim-de-semana, partilhei no Instagram (toca a seguir, malta) uma foto da minha mais recente experiência culinária e recebi vários pedidos para partilhar a receita, pelo que venho aqui hoje fazê-lo.

A receita não é minha, adaptei-a do blogue Na Cadeira da Papa que, apesar de ser um blog que fala de alimentação infantil, serve-me de inspiração para várias coisas. Pessoalmente, gosto de ler blogs de alimentação para crianças porque, regra geral, o pessoal tem muito mais cuidado com o que dá de comer aos filhos do que com o que eles próprios comem. 

Sendo assim, quando vi esta receita, guardei-a para um dia experimentar. 

No último sábado, fomos dar uma voltinha a pé depois de almoço mas, infelizmente, não pudemos ir muito longe porque o tempo estava um bocadinho bipolar e, num instante, passou dum dia de sol muito bonito, para um dia de chuva torrencial. Confrontada com o facto de ir passar a tarde enfiada em casa, lembrei-me logo que tinha a receita dos scones para experimentar. Uma caneca de chá, um filme e scones quentinhos são a combinação perfeita para um dia de chuva. 

Não vos vou mentir, estes scones não têm o mesmo sabor amanteigado dos scones a que estamos habituados, nada disso. Mas, francamente, achei-os muito bons e consolei-me na mesma. Eu e o meu namorado, que nem sequer gosta de scones "normais" e estes comeu-os bem (com manteiga, claro). Já eu, usei um "doce" de morango que comprei também no fim-de-semana. As aspas estão ali porque não é realmente um doce. É da marca Meridian, a mesma marca da qual compro a manteiga de amendoim, e chamam-lhe um "fruit spread", cujos únicos ingredientes são frutas, não tem nem 1g de açúcar adicionado. Podem imaginar a minha excitação quando vi isto à venda, tive logo que trazer um frasquinho para casa para provar - e é delicioso.

E, agora, vamos lá ao que interessa, que vocês não querem saber a história da minha vida, querem é a receita dos scones, não é? Então, cá vai ela:

Ingredientes:

  • 3/4 de chávena (75g) de farinha de trigo sarraceno (na receita original, usaram farinha de trigo integral, mas eu não tinha em casa)
  • 3/4 de chávena (75g) de farinha de espelta
  • 2 colheres de chá de fermento em pó
  • 1/2 chávena (120 ml) de óleo de côco derretido
  • 1 maçã picada (de preferência, uma maçã docinha)
  • 2 cenouras pequenas raladas (ou 1 grande)
  • sumo de 1 laranja
Preparação:
  • Pré-aquecer o forno a 180º C
  • Numa taça, juntar as farinhas, o fermento, a maçã e o óleo de côco e amassar com as mãos.
  • Juntar a cenoura ralada e o sumo de laranja e misturar, até obter uma massa homogénea.
  • Polvilhar um tabuleiro de ir ao forno com farinha e formar montinhos de massa com uma colher (eu tenho de aperfeiçoar esta técnica, porque os meus ficaram um bocadinho achatados).
  • Colocar no forno e deixar cozinhar durante 20 a 25 minutos.









segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Quote of the month

Deve nutrir-se carinho por um sofrimento sobre o qual se soube construir a felicidade, repetiu muito seguro. Apenas isso. Nunca cultivar a dor, mas lembrá-la com respeito, por ter sido indutora de uma melhoria, por melhorar quem se é. Se assim for, não é necessário voltar atrás. A aprendizagem estará feita e o caminho livre para que a dor não se repita.

Valter Hugo Mãe, em O Filho de Mil Homens

domingo, 10 de setembro de 2017

Sunday Wishes #21

Quem mais já anda a sonhar com roupa para a próxima estação? Eu já, e há muito tempo. Deixo-vos aqui algumas inspirações de duas marcas das quais gosto muito.


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A minha alimentação | Mito vs. Realidade

Ouço muitas vezes comentários sobre a minha alimentação que me deixam a pensar no quão mal algumas pessoas me conhecem. No quão facilmente tiram conclusões por coisas que me viram fazer meia dúzia de vezes ou por alguma conversa que tenhamos tido.

Sendo assim, tenho reparado que há 2 tipos de opiniões sobre a minha alimentação: há quem ache que eu sou extremamente gulosa e que passo o dia a lambuzar-me em açúcar e há quem ache que em minha casa temos uma alimentação mais restrita que numa academia militar.

Tenho a dizer que estas duas visões do pessoal estão erradas.

Facto: eu sou extremamente gulosa. Eu adoro chocolates, gelados, alguns bolos. Mito: eu devoro tudo o que é doce. Até sou bastante esquisita e acontece-me muitas vezes acabar a comer um bolo ou um doce só por educação, para a pessoa que o fez não pensar que eu não gostei e não se sentir ofendida. Eu compreendo que algumas pessoas pensem que sou assim, porque me vêem a comer quando estamos em grupo, em festas de aniversário, ou almoçaradas que se prolongam tarde dentro. E não estou para me restringir nessas situações, que são situações esporádicas e não vão influenciar a minha vida e a minha saúde, porque não são o meu dia-a-dia. O que as pessoas não sabem é que quando chego a casa depois dessas almoçaradas, não consigo comer nem mais um grão de arroz e não gosto particularmente dessa sensação, de saber que comi demais, de estar inchada e cheia de comida até aos olhos. Já ouvi muitas vezes que "tenho sorte", que posso "comer sem engordar". Malta, isso é tudo mentira. E a prova disso é que eu já fui uma pessoa com excesso de peso, sendo que o auge do meu excesso de peso foram o 12º ano/1º ano de faculdade. Nunca cheguei à obesidade, mas já tive mais uns valentes quilos em cima. E, precisamente por saber que não sou uma pessoa com sorte, a minha alimentação quotidiana é bastante regrada. Não passo fome, nem sou uma infeliz, como muitas pessoas também pensam. Se um dia me apetecer comer um bocado de chocolate ou comer uma pizza, eu vou comer um bocado de chocolate ou uma pizza. Ou as duas coisas, se for preciso, embora agora que penso nisso, acho que seria uma combinação esquisita. No meu dia-a-dia, eu como aquilo que sei que me vai fazer sentir bem, com energia e, sobretudo, com saúde. 

Só bebo água, por exemplo, mas isso para mim não é um sacrifício. Não me venham falar de sumos e tisanas e tretas, tudo o que não é água/chá (feito em casa) leva açúcar. Doses industriais dele. E o chá mancha os dentes, por isso mantenho-me na água. 

Como imensos legumes. Imensos. A todas as refeições. Evito carnes gordas, evito farinhas brancas. Se sou uma infeliz por isso? Não, nem por sombras. Como coisas que me sabem bem comer, com a vantagem de saber que me vão fazer bem. Não acredito que "qualidade de vida" seja enfardar tudo o que nos apetece porque assim é que somos "felizes", a comer tudo aquilo que vai dar cabo da nossa saúde. Mas também não acredito em fundamentalismos. Acho que há espaço para tudo. 

A minha prioridade é a minha saúde.

Depois, há que saber fazer escolhas dentro daquilo que faz sentido para cada um de nós, porque somos todos diferentes. Por exemplo, eu moro com uma pessoa que pode devorar bolachas de chocolate todas as semanas, comer pão à vontade, beber sumos de fruta e não engorda. É o metabolismo dele. Mas não é o meu. Por isso, o que costumamos fazer é: eu sei que as bolachas de chocolate estão ali, dentro do armário. Mas faço de conta que elas nem existem. No momento de preparar o jantar, vou cozinhar carne/peixe/ovos e legumes para os dois, mas hidratos faço só para ele. Só faço para mim se tiver treinado recentemente ou se formos fazer uma caminhada a seguir. Ah, e já agora, antes que as feministas se insurjam, quando eu cozinho, ele é que lava a louça. Aqui é tudo a meias.

Enfim, podia estar aqui horas a narrar os nosso hábitos alimentares e de exercício físico, mas cada um é como cada qual e o que funciona para nós, pode não funcionar para outras pessoas. 

Mas, isto tudo era para dizer que não, eu não como doces todos os dias (nem faço questão de os comer), nem sou uma pessoa cheia de sorte, que come e não engorda. Também não sou uma obcecada pelas dietas. Sou uma pessoa saudável, com um peso saudável e que se esforça por viver em equilíbrio, por aprender mais sobre mais coisas e tentar aplicar esses conhecimentos ao meu dia-a-dia.