quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Aquela cena típica de mulher adulta...

Encontrar uma aranha (era enorme, juro) a passear-se na cama e mandar mensagem ao namorado para vir para casa o mais depressa possível "porque é urgente!". A seguir, embrulhar a bicha no lençol, sempre mantendo a distância mínima de segurança e esperar que o homem chegue.

#maturidade



terça-feira, 17 de outubro de 2017

Os números da desgraça

Os incêndios em Portugal não são novidade nenhuma para ninguém. Eu tenho 29 anos e desde que me lembro de ser gente que me lembro também dos incêndios. É triste, é revoltante e não estou a par dos interesses que dizem que andam por trás desta situação, que foi escalando verão após verão até culminar na calamidade que foi este ano. 

O que eu sei é que este ano arderam mais de 225 mil hectares de floresta em Portugal. Arderam casas, arderam terrenos, ardeu tudo. 65 pessoas perderam a vida em Junho e agora mais 41 (pensava eu que eram 36, mas o Notícias ao Minuto actualizou há pouco para 41), o que dá um total de 106 pessoas. 106 perderam a vida este ano, em Portugal, por causa dos incêndios e isto é muito grave. Não querendo, obviamente, minimizar o que se passou noutros países, mas morreram mais pessoas em Portugal do que nos atentados de Barcelona e de Inglaterra combinados. Não há vidas mais valiosas que outras, mas é só para termos uma perspectiva da matemática da coisa. 

Nenhum discurso no facebook vai trazer de volta as pessoas que partiram. Nenhuma notícia, nenhuma crónica, nada nem ninguém vai poder reverter o que se passou e a verdadeira justiça nunca será feita, porque a verdadeira justiça era que nada disto tivesse acontecido. Mas temos de deixar de encolher os ombros, porque achamos que nunca nada vai mudar e, como tal, não estamos dispostos a lutar para que mudem (e, antes que me venham para aqui atacar, sou a primeira a admitir que também eu tenho de mudar). Não pode ser, somos melhores que isto e merecemos melhor que isto. 

Não sei quais serão as melhores soluções porque este não é, de todo, um tema que eu domine. Mas tem de haver alguma solução, tem de haver alguma coisa a fazer. Aprendi com os franceses que a pior coisa que se pode fazer é baixar a cabeça e desistir sem dar luta. Se é preciso acabar com os eucaliptos? Que se acabem com os eucaliptos. Se é preciso mais fiscalização para as limpezas dos terrenos? Pois, venham elas. São precisos novos governantes? Bem, eu sou da opinião de que toda a vida política em Portugal precisa de uma remodelação a fundo, portanto, seja qual for o pretexto, eu sou a favor.

Que nunca se esqueçam as 106 vidas que foram perdidas este ano. E, por respeito aos que foram e aos que ficaram, que nunca mais se repita este cenário.


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Sofia em Viagem | Barcelona #1

No fim-de-semana a seguir ao meu aniversário, fomos dar um saltinho a Barcelona. As viagens estavam marcadas há imenso tempo, tinha apanhado uns voos super baratos e tive tempo e disposição para tratar de tudo com antecedência. Tanta antecedência que, antes da minha viagem, deu tempo para haver um atendado terrorista, um dos nossos voos foi cancelado e ainda programaram um referendo para a independência que ia decorrer precisamente quando nós lá íamos estar. Ainda pensei em desistir de tudo, mas ainda bem que não o fiz. A única coisa com que não tivemos muita sorte foi com o tempo, que esteve cinzento, mas não esteve frio nenhum. Não sei onde é que a nossa comunicação social foi buscar aquelas imagens todas de violência no domingo do referendo, porque não vi confusão nenhuma em lado nenhum.

Mas pronto, passando ao que interessa! 

Chegámos a Barcelona na sexta-feira à noite. Na estação de metro do aeroporto, comprámos um bilhete válido para 72 horas (há bilhetes de várias durações) e que incluía todos os transportes públicos da cidade, incluindo o funicular de Montjuic. O nosso hotel era em pleno centro da cidade, na famosa La Rambla. Gosto sempre de reservar hotéis no centro das cidades para onde vou, poupa-se imenso tempo em deslocações. 

Sábado de manhã, depois de uma merecida noite de descanso, começámos o nosso passeio por Barcelona.

Vou deixar-me de paleio e deixar-vos aqui as fotos. Não vos vou aborrecer com um roteiro da minha viagem, pelas imagens já vão ter ideia de por onde andei. E, já sabem, para saberem (quase) sempre por onde ando, é irem aqui.


O pôr do sol visto do avião


O Teatro do Liceu, em La Rambla




Barcelona é um paraíso arquitectónico e artístico, uma pessoa não se aborrece a olhar para os edifícios deles

Mosaico Miró

A Praça Real

A minha irmã, a armar-se aos cucos

Palácio Guell. Fica difícil tirar uma foto decente da fachada, porque a rua é super estreita

Edifícios na Praça de Pi

Catedral de Barcelona


Eu e as minhas New Balance novas =D





La Boqueria, um sonho de lugar

Chocolates

Fruta desidratada

Mais chocolates

Bonecos de massapão

Geladinhos só de fruta

Fruta, fruta e mais fruta

1001 variedades da sal, de todos os sabores possíveis

Uma espetadinha de morangos com chocolate a sair!


Casa Battló, uma das muitas obras de Gaudi

Casa Amatller



La Pedrera





A nunca acabada Sagrada Família



A entrada do Parc de la Ciutadella



sábado, 14 de outubro de 2017

Life in the UK #3 | A minha experiência com o IELTS

Este post tem estado a marinar na pasta dos "Rascunhos" desde há uns bons 2 meses. Escrevi o título e, de repente, dei por mim a viver outra vez o dia fatídico em que fui fazer o IELTS e não fui capaz de escrever nem mais uma linha sobre este assunto. 

Mas, nos dias que correm, e com tanta malta que continua a querer emigrar, falar sobre esta experiência acho que faz todo o sentido. 

Para começar, o que é o IELTS? É o International English Language Testing System e é um exame que é pedido a muita gente que quer trabalhar em países de língua inglesa. Nem todas as profissões precisam disto (o meu namorado é de engenharia e não teve de o fazer), mas há algumas para as quais é obrigatório, nomeadamente, as profissões da área da saúde. No meu caso, não só era obrigatório, como havia uma nota mínima que tinha de tirar. O exame tem 4 componentes: Listening, Reading, Writing e Speaking, cada uma dessas 4 componentes tem uma nota, de 0 a 9, cuja média vos dá a vossa nota geral. Era-me exigido uma classificação geral de 7.0 e não podia tirar menos de 6.5 a cada uma das componentes (pequeno interregno para me gabar: tive mais que isso). 

Há 2 versões do IELTS: o General Training e o Academic. Eu tive de fazer o Académico, portanto, é sobre esse que vou falar. 

Tive muito pouco tempo para me preparar e o meu conselho para quem está a estudar para o teste é: tentem encontrar alguns exercícios-tipo do exame, para se habituarem a controlar o tempo que demoram a responder, à estrutura do exame e àquilo que é esperado de vocês em termos técnicos (especialmente, para o Writing. Além de saberem escrever, têm de dar as vossas respostas seguindo um esquema bem específico), mas não se prendam demasiado a pormenores de gramática e ortografia. A gramática e a ortografia também contam, claro, mas este exame é essencialmente para ver se vocês são fluentes em inglês ou não. Vejam muita televisão em inglês, programas de todos os tipos,  e leiam muito, muito, muito em inglês. Qualquer tema pode ser abordado no exame, portanto, quanto mais à vontade estiverem com a língua, melhor. Por exemplo, no meu exame tive exercícios sobre uma coisa tão banal como compras online, como tive um exercício que consistia numa descrição detalhada duma espécie de rã. 

Não achei o exame particularmente difícil, estava à espera de bem pior, confesso. Então, porque é que o dia foi assim tão fatídico para mim? Ora bem, vamos começar pelo início. 

Inscrevi-me para fazer o exame no centro de Londres, perto de Covent Garden. Como tinha de lá estar de manhã cedo, acordei com bastante antecedência, para ter a certeza de que chegava lá a horas. Tive de levar comigo o passaporte (podia ter levado só o cartão de cidadão, mas dei o número do passaporte quando me inscrevi), 2 canetas, 2 lápis, 1 borracha e 1 garrafa de água, transparente e sem rótulo (tudo isto foram exigências que me foram enviadas por email uns dias antes do exame). Já no local do exame, por volta das 9 horas veio um senhor ter connosco e começou a levar-nos para fazer o registo, em grupos de 10 pessoas. Não sem antes me perguntar se tinha levado a autorização assinada pelos meus pais para fazer o exame (ainda pensei que ele estava a brincar, mas não. Uma pessoa tem quase 30 anos e é isto.). O registo consistiu em mostrar o passaporte a umas senhoras, deixar todos os meus pertences com elas (a única coisa que podem levar convosco para a sala é a vossa identificação e a lista de material que já mencionei aqui), fazer o registo da impressão digital (não, não estou a gozar) e depois recebem um papelucho com o vosso número e as horas a que vão fazer o Speaking (se fizerem no mesmo dia que o resto). 

A seguir ao registo, pude ir para a sala de exame, onde tive de esperar que viesse alguém verificar pela milésima vez o meu passaporte e onde fui acompanhada até à secretária que me tinha sido atribuída. Éramos mais de 60 pessoas para fazer o exame, portanto, como podem imaginar, esta brincadeira de entrar um a um, com escolta até à secretária demorou cerca de 1 hora. Acrescento ainda que, a partir do momento em que entrámos na sala, estávamos terminantemente proibidos de falar uns com os outros, portanto, uma animação.

Já passava das 10 quando começámos, finalmente, o exame. 

Primeira parte: Listening. Não é difícil, sinceramente. Só é preciso estarem bem concentrados, porque a gravação só passa uma vez e têm de ir respondendo a tudo enquanto ouvem. Tive 9.0, by the way, e fiquei muito orgulhosa. O Listening dura 40 minutos (e é mesmo só esse tempo que têm, quando mandam pousar os lápis, têm mesmo de os pousar. À conta disto, ainda assisti a uma cena bem desagradável.)

Segunda parte: Reading. Também é fácil. Consiste em lerem textos e responderem a perguntas sobre os textos que leram. A única coisa que acho que pode ser mais difícil é que há grupos de perguntas de verdadeiro/falso em que, além da opção verdadeiro e falso, têm uma opção que é a "not given" e que pode ser confundida com o falso. Mas, faz-se bem. Têm 1 hora para esta parte e é mais do que suficiente. 

Chegada a esta altura, o meu estômago começou a roncar. Estava sem comer desde as 7h da manhã, era quase meio-dia, e só tinha uma infeliz duma garrafa de água para me fazer companhia. Dei por mim a pensar "porra, se tenho de repetir o exame, encho a garrafa de açúcar". Para quem não sabe, eu tenho uma tensão muito baixa e lido muito mal com longos períodos em jejum: fico sem força nas pernas, a cabeça começa a andar à roda, começa a doer-me o estômago, a enxaqueca ataca, enfim, todo um desastre. Nisto, também já estava aflita para fazer xixi (porque não há intervalos entre as 3 primeiras componentes do exame), mas ir à casa-de-banho era toda uma complexidade, que implicava levantar o braço e esperar que alguém viesse ter connosco, para verificar o passaporte e nos acompanhar até à porta da casa-de-banho, literalmente. Portanto, apertei a bexiga. Também já só faltava o Writing.

Terceira parte: Writing. Aqui é que a coisa se complicou. As perguntas são só 2, mas têm de escrever bastantes palavras para cada uma e têm de seguir um modelo de resposta específico. Não é difícil, têm 1 hora para o fazer e convém treinarem em casa a questão da rapidez, para terem a certeza de que, no fim, ainda conseguem reler e contar as palavras que escreveram. O meu problema foi que, por esta altura, estava a concentrar todas as minhas energias em respirar e não desmaiar. Não estava a sentir-me mesmo nada bem e entreguei o exame sem ter bem a certeza do que tinha escrito. Precisava desesperadamente de ir comer e custou-me imenso aguentar até ao fim. 

Chegados ao fim do Writing, tivemos de esperar que todos os exames fossem recolhidos e que nos dessem autorização para sair da sala. Eu só pensava em ir à casa-de-banho e comer. Já passava das 13h. Antes de nos deixarem sair, uma das vigilantes diz "Pedimos às pessoas que têm exame oral às 14h e às 14h20 que não saiam do edifício". E então, conseguem adivinhar a que horas era o meu exame oral? Às 14h20. Mal podia acreditar. Por sorte, tinha enfiado um bocado de chocolate na carteira, que fui logo buscar, mas não fez muito por mim.

Antes do Speaking tivemos de fazer um novo registo, durante o qual nos tiraram uma fotografia, assim muito ao estilo de recluso, e, a seguir, mandaram-nos para uma zona de espera onde, mais uma vez, não podíamos falar uns com os outros.

Quarta (e última parte): Speaking. facílimo. Esta parte dura cerca de 20 minutos e saí de lá plenamente consciente de que tinha corrido tudo bem. Único problema: estava quase a desfalecer. 

Quando, finalmente, saí do edifício, já mal me segurava nas pernas. E não, não estou a exagerar. Atravessei a rua e fui almoçar ao primeiro sítio que me apareceu (que, por acaso, nem era mau. Ou, então, era eu que já estava com tanta fome que marchava tudo). Mas o estrago já tinha sido feito, a sensação de que tinha um martelo pneumático a trabalhar dentro do meu crânio ficou, continuei com falta de ar e ainda fiz um esforço para ir dar uma volta a pé por Covent Garden, mas acabei por desistir e voltei para casa, onde me atirei para a cama e passei o resto do dia assim, a desfalecer. 

Moral da história, quando me perguntavam "Que tal correu o exame?", eu não sabia muito bem o que responder, porque uma grande parte do exame era um buraco negro na minha memória. Só me lembrava do mal estar e da vontade de me atirar para o chão e não me voltar a mexer. 

Algumas semanas depois, saíram as notas e tinha conseguido não só a nota mínima exigida, como consideravelmente mais. 

Portanto, conselho para vocês, se forem fazer o IELTS: pratiquem, estudem, leiam e conversem em inglês e, sobretudo, encham a vossa garrafa de água (transparente e sem rótulo) com açúcar!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

ACMA | Planear o futuro




Para a minha terceira colaboração no ACMA – A Cultura Mora aqui – pediram-me para escrever um texto sobre o futuro.

Tendo em conta a reviravolta que a minha vida levou nos últimos meses, com a segunda mudança de país em 3 anos, não podiam ter escolhido um tema mais acertado.

Sempre fui uma pessoa que gosta de fazer planos. Chegada a passagem de ano, era ver-me a escrever uma lista de objectivos para o ano que ia começar. Passei muito do meu tempo a planear e a rever os meus planos e a acrescentar sempre coisas novas à lista. Mas, a vida ensinou-me que planear só serve para se sofrer por antecipação. Colocamos uma pressão descomunal em nós mesmos e para quê? A vida tem os seus próprios planos e os nossos acabam por raramente se concretizarem (pelo menos, da maneira que tínhamos pensado).

A minha mudança para França foi um período complicado. Não estava realmente preparada – ninguém está – e foi difícil. Foi difícil aceitar que tinha de emigrar, foi difícil lidar com papéis, com a língua, com a diferença cultural, com as saudades, enfim, com tudo um pouco. Mas, sobrevivi. E, chegados ao fim os meus 3 anos em Troyes, posso reconhecer que, apesar de a vida me ter trocado as voltas várias vezes, fui feliz na mesma. E, agora, cá estou eu, em Inglaterra. Mais uma mudança difícil. Feliz, porque foi para começarmos a nossa vida a dois, mas difícil. Mais papéis, mais exames, mais tudo e mais alguma coisa. Mais uma etapa nova da minha vida que está a começar, sem fazer a mínima ideia de em que é que isto vai dar.

Com os anos tenho aprendido a confiar, a ter mais calma. A viver um dia de cada vez. Ainda sou uma pessoa ansiosa e que precisa de se ocupar. Ainda sou uma pessoa perfeccionista. Ainda sou uma pessoa com objectivos (e acho que todos devíamos ter algo pelo qual lutar, senão qual é a piada disto?). Mas, já não sou uma pessoa obcecada com o amanhã, com o que vai acontecer no futuro. E tem corrido bem. Não só porque consigo viver o meu dia-a-dia com muito mais leveza de espírito, como os resultados têm sido positivos e tenho, pouco a pouco, conquistado tudo o que queria. Se calhar, não pela ordem que eu queria, nem quando eu queria, nem como eu achava que ia ser. Mas, no final do dia, sou uma pessoa feliz. Aqui e agora. E não é isso que importa?
O meu conselho para toda a gente é: preocupem-se com o futuro, sim. Preocupem-se em ter como pagar as vossas contas, em ocuparam-se com coisas que vos preencham. Preocupem-se com o futuro do planeta, com o futuro do país. Mas não fiquem obcecados com todos os aspectos do vosso futuro. Vivam um dia de cada vez. Vão ver que faz toda a diferença.


Se gostaram do texto e quiserem juntar-se ao projecto ACMA, é só mandarem um mail para acma.cultura@gmail.com .
Também podem visitar a página de Facebook e ler a Revista deste projecto.


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Os vários sentidos de voltar a casa

Quem é assíduo aqui, neste meu estaminé, não vai ficar surpreendido por me "ouvir" dizer que o meu último ano em Troyes foi bastante difícil. 

Foi um ano durante o qual me senti particularmente sozinha e isso acabou por se reflectir num descontentamento geral: com o trabalho, com o apartamento, com a vida, enfim, com tudo e mais um par de botas. Viver sozinho e a mais de 1000 km do nosso país não é fácil e, no mesmo seguimento da afirmação anterior, vou acrescentar que sair do trabalho e ir para casa, onde só se têm as paredes para nos fazer companhia é uma bela merda porcaria. 

No entanto, e apesar de a minha mudança para fora de Troyes ter sido imensamente desejada, também foi um acontecimento de puxar a lágrima ao canto do olho. Porque nem todos os momentos que lá vivi foram maus, bien évidemment, e porque deixei lá muita gente importante para mim. 

No último fim-de-semana, fiz uma visitinha relâmpago a Troyes. Ainda tinha algumas coisas minhas para trazer e aproveitei para revisitar a cidade e as pessoas. Adorei rever as minhas colegas de trabalho, a minha assistente, que até se emocionou, ter notícias dos meus pacientes. Adorei ir comer a alguns dos sítios do costume, caminhar pelas ruas do costume, ir à farmácia do costume. Ver a minha casa, que já foi alugada, e sentir uma pontinha de saudades. E adorei rever os meus Amigos, assim mesmo, com A maiúsculo, que até me arranjaram um quinto bolo de aniversário, sem ter sido preciso eu pedir nada, e uma prenda, que eu adorei (mesmo!). Fui extremamente mimada durante estes dias,  desde a prenda, às conversas que duravam mais que pilhas Duracell, até aos pãezinhos de leite caseiros para o pequeno-almoço, que estavam uma maravilha (Bruna, não me responsabilizo se te começarem a fazer fila à porta de casa). Voltei para Inglaterra bem mais leve (de espírito, entenda-se, porque de malas, vim bem mais carregada). 

Não estou nada arrependida de me ter mudado para Inglaterra. Está a ser um pesadelo burocrático? Sim. Estou cansada da minha batalha diária contra as alcatifas? Estou, sim senhora, e passo horas a escarafunchar os sites das imobiliárias à procura de casas sem esta porcaria (que são raríssimas, é quase como procurar uma agulha num palheiro). Mas, já não estou a viver sozinha, com os móveis como companhia, e isso vale muito. No entanto, nestes dias que passaram, não deixei de ter a sensação de que, ao voltar a Troyes, estava a voltar a um lugar que já foi, realmente, a minha casa.



Sim, já estava frio que justificasse um camisolão

Pequeno-almoço da praxe

A minha antiga casa

A Mairie, aka, Câmara





Os melhores sumos detox de Troyes

O sítio que serve os supra mencionados "melhores sumos detox de Troyes"





O meu quinto bolinho, lindo e delicioso, que só ele

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

De volta (mais-ou-menos)

Olá, malta! 

Antes de mais, obrigada a todos os que me deram os parabéns aqui no blog e no Instagram (= 

Quem segue o blog no Instagram, sabe que o meu aniversário foi passado em família, em Portugal. O que, no meu caso, equivale a celebrações várias, com bolos vários, que resultaram num desarranjo digestivo muito simpático. A idade não perdoa, é o que é. Mas, tirando o meu sistema digestivo de velhinha, foram uns dias bem passados, com muito, muito sol, muito calor, muitos passeios e algumas compras. Ainda deu para dar um saltinho a Barcelona no fim-de-semana, naquela que foi a viagem mais enguiçada de sempre. Primeiro, o atentado em Barcelona em Agosto, que me fez logo pensar "Porque é que não escolhi Sevilha?", depois, a Ryanair cancelou o nosso voo de regresso. Lá consegui alterar para outro voo e, quando já estava a respirar de alívio, começam a chover notícias de confusão por causa do referendo na Catalunha. 

Mas, lá fomos. E correu tudo bem. Não vi confusão nenhuma o tempo todo que lá estive, andámos sempre tranquilamente pela rua e foram uns dias muito bem passados. Vou trazer-vos as fotos muito em breve, prometo, mas amanhã já arranco para França, para rever toda a gente que deixei em Troyes, matar saudades e aproveitar para trazer mais duas malonas, carregadas de coisas que lá deixei. Sendo assim, o blog vai ser deixado a meio gás, porque nem consigo ter tempo para me dedicar a ele como deve ser. Espero que me perdoem.

E, entretanto, podem sempre seguir-me aqui, para saberem sempre onde eu ando e a fazer o quê. Tenho-me afeiçoado bastante ao Instagram nestes últimos meses, confesso. E, assim em jeito de prenda de aniversário, toca a seguir, para ver se chego ao número redondo de 500 seguidores, que está quase, quase (;